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“A vida é boa”

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Reconhecido no Brasil e no mundo, um dos maiores escritores da literatura brasileira nasceu no Rio de Janeiro

 

Negro e pobre, nascido no Morro do Livramento em 1839, Joaquim Maria Machado de Assis deixou um legado admirável para a literatura brasileira. Ele, que mal estudou e se quer frequentou uma universidade, falava francês, inglês e latim fluentemente. Livros e histórias publicadas sobre sua vida na internet dão conta de que ele aprendeu com pessoas próximas a ele, um padre e um padeiro imigrante. Além de escritor, ele também ficou conhecido por traduzir grandes obras de Victor Hugo e Edgar Allan Poe.

 

Machado de Assis morou em um casarão no bairro do Cosme Velho, localizado na zona Sul do Rio, situado entre o morro do Corcovado e o Dona Marta, local privilegiado, abaixo dos braços do Cristo Redentor. A alcunha de “Bruxo do Cosme Velho” foi dada por vizinhos depois que ele teria cartas em um caldeirão dentro de sua residência. O apelido pegou ainda mais depois que Carlos Drummond de Andrade escreveu a poesia “A um bruxo, com amor”, dedicado a ele.

 

Romancista, poeta, escritor, jornalista, cronista, dramaturgo, crítico literário. São muitas as definições de quem foi Machado de Assis. Quem não conhece ou pelo menos ouviu falar do celebrado livro Dom Casmurro, que aguça até os dias de hoje, debates sobre o mistério que envolve Bentinho, Capitu e Escobar? São 120 anos desde sua publicação, e até hoje o romance é celebrado. Seu legado inclui sete livros de contos, cinco de poesia, nove de teatro e nove romances, além de ter contribuído escrevendo para diversos jornais e revistas da sua época, tais como A Semana Ilustrada, Diário do Rio de Janeiro, Jornal das Famílias, Revista da Semana, Correio Mercantil e O Espelho.

 

Além de uma carreira baseada na literatura, Machado de Assis também teve uma vida agitada no meio político. Sempre foi interessado pela boemia e pelos aspectos da corte, tendo lutado para subir socialmente e se destacar na sociedade brasileira ao absorver culturalmente e intelectualmente a cultura da capital brasileira. Assumiu cargos públicos como Ministro da Agricultura, do Comércio e de Obras Públicas.

 

E não para por aí. Machado de Assis foi um dos fundadores da ABL – Academia Brasileira de Letras, em 1897, junto com nomes como Olavo Bilac, Visconde de Taunay e Ruy Barbosa. A cadeira do bruxo do Cosme Velho era a de número 23, que posteriormente foi ocupada por Jorge Amado, Zélia Gattai, entre outros imortais da Língua Portuguesa. Ele também chegou a ser presidente da academia por dez anos.

 

O bruxo mais querido do Rio de Janeiro faleceu no dia 29 de setembro de 1908, vítima de arterio esclerose generalizada, doença que consta como causa da morte em sua certidão de óbito, causa essa questionada entre amigos e colegas próximos que atestaram a lucidez de Joaquim perante as últimas cartas escritas e deixadas por ele. O escritor também tinha epilepsia e chegou a tratar um problema nos olhos, época em que precisou se isolar em Nova Friburgo, cidade da região serrana do Rio.

 

Seu registro de óbito está localizado no 4º Registro Civil de Pessoas Naturais, no bairro do Catete, próximo ao Cosme Velho. Segundo dados que constam na certidão, ele faleceu às 3h20, deixou testamento, mas não deixou filhos. Foi sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo, mas seus restos mortais estão na Academia Brasileira de Letras. Em seu registro somam-se informações como o livro (C-52), a folha (63) e o termo (795) -, que viabiliza e facilita a busca pelo documento.

 

“A vida é boa” teria sido, segundo amigos e familiares, a última frase dita por Machado de Assis antes de falecer. E quem irá contradizer o grande mestre da literatura?  

 

Fonte: Assessoria de comunicação – Arpen/RJ

 

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