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Arpen/RJ produz matériais especiais sobre personalidades históricas do RJ

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Tim Maia, Cândido Portinari, Roberto Dinamite, Dalva de Oliveira, Glória Maria, Aracy Balabarian e Mc Marcinho: relembre com a Arpen/RJ, as personalidades que já faleceram e que foram tema de matérias especiais ao longo deste ano

 

 

De Dalva de Oliveira, a rainha do rádio, que completou cinquenta anos de falecida em 2022 ao funkeiro MC Marcinho, a Arpen/RJ – Associação de Registradores Civis de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro produziu uma série de matérias sobre personalidades históricas icônicas fluminenses e marcantes para a sociedade brasileira e que faleceram em 2023. Foi o caso de Roberto Dinamite, que faleceu no dia 8 de janeiro; Glória Maria, que nos deixou em fevereiro, a atriz Aracy Balabanian e MC Marcinho, falecidos em agosto, todos neste ano de 2023.

 

A Arpen/RJ também homenageou o artista plástico Cândido Portinari em lembrança aos sessenta anos de seu falecimento, mote que também enredou homenagens a Tim Maia, que completou vinte e cinco anos de falecido e Dalva de Oliveira, o Rouxinol Brasileiro, falecida há cinquenta anos.

 

Em janeiro deste ano, a rainha do rádio era destaque na Arpen/RJ. Dalva de Oliveira foi uma artista que começou no rádio, na década de 30, responsável por abrir caminho para um celeiro de grandes cantoras como Ângela Maria, Elis Regina, Maria Bethânia, Alcione, entre outras. Nascida em Rio Claro, no interior de São Paulo, ela despontou já nos primeiros anos em terras cariocas, quando frequentou o Cine Pátria, onde conheceu Herivelto Martins e com quem teve um conturbado relacionamento. O ano era 1937 quando surgiu o histórico Trio de Ouro. O casal, junto a Nilo Chagas, entoava a canção “Ave Maria no Morro”, uma capela muito bem produzida.

 

Chegando ao fim seu relacionamento com Herivelto, a cantora lançou carreira solo, viajou para a América Latina e com um empresário e segundo marido, um ovo sucesso viria à tona, a cantora, a música Tudo Acabado, single que a tornou a Rainha do Rádio.

Entre os sucessos seguintes viriam Bandeira Branca e gravações de grandes sucessos da época. Cada letra e melodia ganhava cor, vida e paixão na voz de Dalva. Tudo soava melhor e mais bonito na voz da cantora. Pesquisadores afirmam que o lançamento de Bandeira Branca foi uma forma de Dalva sinalizar que queria paz para a relação com Herivelto. Mesmo após a separação, a relação deles ainda era conturbada, principalmente por causa da guarda dos filhos Peri e Ubiratan.

 

Em 1972, aos 55 anos, a voz do Rouxinol Brasileiro se calou. Dalva faleceu, diz a história, vítima de uma hemorragia interna proveniente de um câncer de esôfago não identificado. Porém, em seu registro de óbito realizado no 5º Registro Civil de Pessoas Naturais em Botafogo, zona Sul do Rio, consta que a causa da morte da cantora foi cirrose hepática, doença causada devido à ingestão de bebida alcoólica de forma contínua.

 

Quem também marcou o ano de 2023 e deixou órfãos milhões de cruzmaltinos foi o atleta Roberto Dinamite. Nascido no dia 15 de abril de 1954 em Duque de Caxias, uma das maiores cidades da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, Carlos Roberto de Oliveira nem sempre foi Dinamite, mas o apelido veio aos 17 anos, apenas dois anos após seu o primeiro teste em São Januário.

 

Uma manchete do saudoso Jornal dos Sports noticiava o golaço do jogador no Maracanã contra o Internacional (RS) em cima do goleiro Gainete: “O garoto Dinamite explode o Maracanã”, estampava a capa. Aparício Pires e Sérgio Cabral Pai foram os responsáveis pelo codinome que será sempre lembrado pelos torcedores do Vasco.

 

Além de ser considerado o maior artilheiro do time carioca, Dinamite também foi por duas vezes presidente do clube, entre 2008 e 2014. Seu falecimento se deu devido um câncer de intestino que se agravou nos últimos meses. O atleta já travava uma batalha contra a doença desde 2021. Cedo, ainda aos 12 anos, o Calu, como era conhecido no bairro de São Bento onde morava, já demonstrava sua intimidade, talento e predisposição a ser artilheiro ao tocar a bola durante as partidas que ensaiava no Esporte Clube São Bento, quando era titular do time do bairro. O ídolo do Vasco e ex-atleta faleceu no dia 8 de janeiro deste ano.

 

Em fevereiro, a associação que reúne os cartórios de registro civil do estado do Rio de Janeiro prestou uma homenagem a Cândido Portinari, quando o artista plástico completou 60 anos de falecido.

 

Cândido Torquato Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, cidade próxima de Ribeirão Preto, interior paulista, sendo o segundo de 12 filhos que os pais, camponeses italianos, teriam. Giovan Battista Portinari – João Baptista Portinari – e Domenica Turcato – Domingas Torquato – eram cidadãos de Chiampo e Tezze sul Brenta, respectivamente, ambos municípios da província de Vicenza no Vêneto, região nordeste da Itália.

 

Uma ironia do destino: falecer de complicações derivadas daquilo que ele mais amava. Através de suas pinturas, o artista denunciava a extrema pobreza nas telas de “Criança Morta” e “Os Retirantes”, em 1944. A verdadeira face do brasileiro fica evidente em obras como “O Lavrador de Café”, “O Mestiço”, “Índia e Mulata”. Havia beleza e leveza, nas artes de “Menino Plantando Bananeira”, “Menino no Balanço” e “Palhacinhos na Gangorra”. A história da colonização do Brasil descrita em “Algodão”, “Borracha” e “Cana”.

 

Mesmo com sintomas severos, Portinari, desobedecendo ordens médicas, seguia pintando e viajando com frequência para exposições nos Estados Unidos, Europa e Israel. No início do ano de 1962, o artista se preparava para uma exposição de 200 telas em Barcelona, na Espanha, à convite da prefeitura da cidade, mas no mesmo ano, no dia 6 de fevereiro, Portinari morre devido aos efeitos da intoxicação pelas tintas que utilizava nas telas.

 

Em sua certidão de óbito constam informações de que o pintor sofreu uma “hemorragia cerebral devido à intoxicação por sais pesados”. O ato do óbito do pintor foi registrado no livro c-240, às folhas 128v, sob o nº 69694, no dia 7 de fevereiro de 1962. Ele era desquitado de Maria Victoria Portinari, deixou um filho maior de nome João Cândido Portinari. Na certidão não constam informações de que ele tenha deixado bens ou testamento.

 

Em fevereiro, quem nos deixou foi a reluzente jornalista da TV Globo, Glória Maria. Ela começou sua carreira na Globo do Rio como radioescuta. Você sabe o que é isso? Sim, ela descobria o que acontecia na cidade ouvindo as frequências de rádio da polícia e fazendo rondas ao telefone, ligando para batalhões e delegacias. Sem internet, era sim que o jornalismo acontecia na década de 70.

 

A jornalista se destacou por ter sido a primeira repórter a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional. Passou pelo Fantástico onde trabalhou de 1998 a 2007. Dona de um espírito aventureiro e apaixonado pela vida, ela inspirava desde pessoas mais jovens a pessoas mais maduras nas audaciosas missões pelas quais passava no Globo Repórter, programa que apresentou desde 2010 até recentemente, antes de se afastar por conta do Câncer que a levou a óbito este ano.

 

Sua primeira pauta na TV, quando finalmente aprendeu a segurar o microfone e a encarar as câmeras, foi durante a cobertura do desabamento do viaduto Paulo de Frontin. Ela era uma espécie de coringa da rede Globo, aquela que por onde passasse faria “A” diferença. Por isso esteve à frente também dos telejornais Jornal Hoje, RJTV e Bom Dia Rio.

 

Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão e fez um bem-sucedido tratamento com imunoterapia. Tempos depois, ocorreu metástase no cérebro, e a jornalista teve de passar por cirurgia, que também teve êxito. Em meados de 2022, a doença voltou com força e o tratamento já não surtia mais efeito. O ato do óbito da jornalista foi registrado no Livro c-975, às folhas 36, sob o nº 249118, no dia 03 de fevereiro de 2023. Glória era divorciada, deixou bens e testamento, e duas filhas menores de idade. Seu amigo, Edson Almeida Paiva, foi declarante destas informações.

 

“Ahh.. se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi”.. Em março deste ano, a morte de Tim Maia, emblemático membro da MPB. Natural da cidade do Rio de Janeiro, tijucano de nascença e um talento infinito que atravessa gerações. Sebastião Rodrigues Maia é o nome de batismo dele, essa estrela do cenário musical brasileiro que, com uma voz in-con-fun-dí-vel, lançou inúmeros sucessos que fizeram (e ainda fazem) parte da vida das pessoas. A vida de Tim, como de todos os cidadãos brasileiros, passou pelo Registro Civil de Pessoas Naturais. O cantor e compositor teve seu nascimento registrado no 8º RCPN, cartório localizado na Tijuca, zona Norte do Rio, e teve o seu óbito registrado no 5º RCPN, este localizado no bairro de Botafogo, zona Sul da cidade.

 

Tim deixou um legado musical de discos gravados, músicas que foram sucesso em novela como a grande “Vale Tudo” e renderam participações em diversos programas da TV brasileira. O Ecad – Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais fez um levantamento e conclui que Tim deixou 205 composições, todas produzidas sozinho, e elas foram gravadas 698 vezes. E seus herdeiros, biológicos ou não, receberão os direitos autorais de suas músicas até o ano de 2.068.

 

Em agosto, duas grandes perdas marcaram o Brasil, a atriz Aracy Balabanian e MC Marcinho, o príncipe do funk carioca, e a Arpen/RJ seguiu produzindo as justas homenagens no contexto do Registro Civil.

 

A atriz, que tinha 83 anos, nasceu no dia 25 de fevereiro de 1940, no Mato Grosso do Sul e tinha ascendência armênia. Ainda aos 12 anos de idade, após assistir a sua primeira peça de teatro, ela se reconheceu como atriz. Contou em entrevista ao Memória Globo que “chorou muito. Fiquei muito emocionada, pois era aquilo que eu queria”. Mesmo com a resistência do pai, ela iniciou sua carreira aos 14 anos. Foi convidada por Augusto Boal, diretor do Teatro de Arena à época, para um teste no Teatro Paulista do Estudante.

 

O primeiro trabalho foi a peça ‘Almanjarra’, de Arthur Azevedo, que lhe valeu elogios de diversos críticos, entre eles Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi. Entusiasmada, Aracy conta o que eles disseram após assistirem à sua apresentação: “eles escreveram uma crítica que terminava dizendo: ‘Aracy Balabanian: guardem esse nome’. Eu fiquei possuída”.

 

Entre seus papéis mais marcantes, entre eles estão Gabriela, do programa infantil “Vila Sésamo”, em 1973. Trabalhando na Rede Manchete, entre 1986 e 1988, ela integrou o elenco das novelas “Mania de Querer” e “Helena”. Depois voltou para a Globo em 1989, interpretando Maria Fromet em “Que Rei Sou Eu?”.

 

Em 1990, foi a vez de Dona Armênia, de “Rainha da Sucata”, uma mãe que só fazia controlar a vida de seus três filhos. A atriz chegou a emprestar o sotaque e alguns costumes armênios da família à trama. O sucesso foi tanto que a personagem voltou em “Deus nos Acuda”, de 1992. Em A Próxima Vítima, ela interpretou Filomena, uma manipuladora nata.

 

Vítima de complicações no pulmão devido a um câncer, diagnosticado no fim do ano passado, a atriz faleceu no Rio no último dia 7, onde estava internada, na Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em sua certidão de óbito, a causa da morte é definida como “Câncer de Pulmão”.

 

Mais precisamente no dia 28, o Brasil acompanhou no noticiário o falecimento do funkeiro carioca, MC Marcinho, rei da Furacão 2000 e dono do Rap do solitário. O primeiro grande sucesso do cantor despontou em um dos bailes, tradicionalíssimo na cidade na década de 1990. Quem nunca frequentou ao menos conhece quem tenha ido, ou ouviu falar dos concursos de rap que justamente lançaram o nome do príncipe.

 

MC Marcinho falava de amor, um amor inocente, também abordava as mazelas das periferias do Grande Rio enfrentadas por quem, assim como ele, se identificava com as injustiças sociais e a desigualdade vista a olho nu, que atravessava o asfalto e subia pelas ruelas das comunidades. Márcio André Nepomuceno Gracia nasceu em Duque de Caxias, em 1977. Com apenas 13, 14 anos, começou a se interessar por música, foi quando, segundo ele, “o funk explodiu”.

 

Mas nem só de música, amor e melodia foi a vida de MC Marcinho. O funkeiro, considerado o príncipe do funk pelos cariocas, teve uma vida envolta a problemas de saúde como o diabetes, doença crônica que o cantor já enfrentava há alguns anos. Especialistas comentam que o descontrole do açúcar a longo prazo sobrecarrega o rim e degenera a célula renal.

 

Outros problemas acometeram a saúde de Marcinho. Em 2006, a van que levava o cantor e sua equipe se envolveu em um grave acidente, resultando em duas pessoas mortas. MC Marcinho ficou um bom tempo se apresentando na cadeira de rodas. No mesmo ano, o cantor e sua esposa foram alvo de uma tentativa de assalto. A esposa do cantor, Kelly Garcia teve ferimentos consideráveis. Depois de dois anos, finalmente o cantor pode voltar a se apresentar de pé, mas em 2019, Marcinho teve um princípio de enfarte e, em 2020, foi acometido pelo vírus do Covid-19 e teve seu pulmão tomado quase que 80% pela doença.

 

Em 2021, o cantor teve uma infecção que começou no pé esquerdo e acabou chegando ao pulmão. Entubado e desenganado pelos médicos, o funkeiro ficou em coma por quatros dias, e despertou para a alegria dos fãs de suas letras inconfundíveis. 

 

Os problemas crônicos de saúde que o cantor vinha enfrentando, entre eles o diabetes, insuficiência renal e insuficiência cardíaca levaram MC Marcinho a óbito no dia 26 de agosto deste ano. Ele se encontrava na fila do transplante de coração, mas não resistiu e teve falência múltipla dos órgãos.

 

A questão é que a vida de todo e qualquer brasileiro passa pelo Registro Civil de Pessoas Naturais. Seja ao nascer, casar ou morrer, o RCPN tem o papel de registrar, de fato, os atos da vida civil de alguém, com segurança jurídica, garantindo dignidade, acesso a direitos e viabilizando a cidadania de norte a sul do país.

 

Fonte: Assessoria de comunicação – Arpen/RJ

 

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