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“E o salário, ó”!

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Humorista, ator, radioator, produtor, locutor, roteirista, escritor, dublador, apresentador, compositor e pintor brasileiro. Ufa! Conheça mais sobre a história de Chico Anysio

 

Dez anos após a sua morte, o lendário artista nordestino vive na memória dos brasileiros através de personagens como o Professor Raimundo, Alberto Roberto, Salomé e Roberval Taylor. Ao todo foram mais de 200 personagens criados por Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho em 65 anos de carreira. Um dos maiores humoristas brasileiros nasceu no dia 12 de abril de 1931 em Maranguape, cidade da região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

 

Advogado de formação e humorista de natureza, Chico Anysio tem é história de vida. Ele, junto de sua mãe e três irmãos chegaram ao Rio de Janeiro quando ele tinha apenas 7 anos, em 1938. Os quatro forma morar em uma pensão no Catete, zona Sul do Rio, enquanto o pai trabalhava no Ceará como construtor de rodovias. Chico estudou para ser advogado e se viu em um dilema quando próximo da juventude, realizar o grande sonho e perseguir por uma carreira como humorista ou trabalhar para ajudar no sustento da família?

 

 

 

A questão é que o talento e sua vocação falavam mais alto e Chico passou a participar de diversos concursos de programas de calouro. No Rio de Janeiro, em dado momento, se viu vencedor em todos os que participava, o que foi tornando difícil sua labuta. Chegou a ir para São Paulo e por lá também “zerou” a vida no quesito concursos de calouros, e se viu em um limbo. Ganhava todos os quais participava e por ter ficado marcado, não queriam mais que ele se inscrevesse. Tamanho era o seu talento para o humor, que nessa época ele já imitava cerca de 32 personagens em uma só noite.

 

Já pensando em ceder ao direito e viver da advocacia, Chico fez um teste para a Rádio Guanabara e foi contratado como locutor e radioator. Na disputa pela vaga ninguém mais ninguém menos que Silvio Santos. Pouco depois, ele já era redator de programas de humor e comentarista esportivo. Trabalhou ao lado de humoristas de renome como Grande Otelo e Nádia Maria. Aos 18 anos ingressou na Rádio Mayrink Veiga, onde chegou a escrever 13 programas por semana.

 

“E o salário, ó”! Quem pensa que o personagem do Professor Raimundo surgiu com a idade se engana. Ao lado de Haroldo Costa, Chico criou a Eacolinha do Professor Raimundo, com 19 anos. De início eram apenas três alunos, Afrânio Rodrigues, o que sabia tudo; João Fernandes, o que não sabia nada; e Zé Trindade, o que embromava. Nos primórdios da televisão brasileira surgiu o videoteipe, fita magnética para gravação, edição e reprodução dos conteúdos gravados. Até então, todas as exibições eram feitas totalmente ao vivo. A partir deste momento nascia o Chico Anysio Show, que seria a base de todos os programas que ele estrelaria nos anos seguintes.

 

Deste momento para sua ida à Tupi, Excelsior e Record foi um pulo. Chico se reservou por algum tempo para se dedicar ao teatro também, sua outra paixão. Em 1969 inaugurou o Teatro Lagoa, mesmo ano que gravou o primeiro disco, Bom Humor Dançante. Estava consolidado esse artista multifacetado, pronto para ganhar o mundo. E ao citar o “mundo”, a próxima etapa da sua vida seria ao lado da TV Globo, emissora na qual trabalhou por 42 anos. O auge foi alcançado nesta época, com apresentação de programas, quadros, participação em novelas, no Fantástico, e até no Carnegie Hall, em Nova York, Chico foi parar. Fosse na programação da TV aos domingos ou em dias de semana, Chico estava sempre lá. Foram inúmeros personagens e bordões criados por ele, oriundos de uma imaginação e uma liberdade cultural sem igual, jamais vista na TV brasileira.

 

Chico trabalhou até 2011, no especial Chico & Amigos, programa no qual revivia os personagens criados por ele ao longo de sua carreira. Parecia mesmo uma despedida do povo brasileiro de tanto talento, tanta propriedade cultural. O Brasil ficou órfão de Chico em 2012, só um ano depois, no dia 23 de março. Como ele mesmo dizia, Chico era vários, não bastava ser um só. Assim como o brasileiro, nordestino, que sai da sua terra natal para tentar uma vida melhor em algum canto desse País precisa aprender a ser vários, até se achar. Mas Chico sempre soube ser vários, e soube muito bem.

 

Francisco Anysio de Oliveira Paulo Filho faleceu no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 23 de março de 2012, devido a falência múltipla dos órgãos, septicemia e broncopneumonia. Seu registro de óbito foi feito no 5º Registro Civil de Pessoas Naturais. Em sua certidão de óbito constam dados como o nome e os dados do declarante de seu falecimento, seu advogado na época, Erick Leonardo Silva de Calazans. Seu sepultamento foi feito na Santa Casa de Misericórdia, com registro lavrado sob o nº 183064, à folha 281 do Livro C-754.

 

Chico Anysio era casado com Malgarete Dall Agnol de Oliveira, deixou bens e testamento, além de sete filhos, sendo um deles, uma filha menor de idade na época.

 

Fonte: Assessoria de comunicação – Arpen/RJ  

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